sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

DESCONCERTO (Escrito em 22/02/2010).

De que me adianta correr, Meu Deus, se ele só quer andar? Se ele simplesmente recebe tudo o que dou e me dá tão pouco dele, quase nada, migalhas. Acho que até o que ele me dá o faz sem querer, sem sentir. Envergonho-me em admitir que há um ano e meio sobrevivo de algo que não posso chamar de "namoro", recuso-me a chamar de "fica", pensei até em chamar de "caso", mas acredito que a melhor palavra para descrever é "desconcerto". As notas estão no ar, sempre estiveram, mesmo antes do cara-a-cara, do pele-a-pele, mas estamos cantando músicas diferentes. E o problema não são só as diferenças, mas o som cada vez mais inaudível da minha razão, que aceita esperar algo que nem sabe se há de vir. Estou cansando e começando a sentir que ele é só mais um que vem, marca e que vai passar, como todos os outros que apenas inspiraram as várias escritas e posteriores postagens no meu blog. E não dá para não lembrar do Greg, co-autor do livro "Ele simplesmente não está a fim de você" e da cantora Vanessa da Mata cantando:

"Está acabando o amor
Você ainda não veio
Não disse, não ligou
Se vem viver comigo

Se me quer como amiga
Se não quer mais me ver
Você vai me esquecer
Você vai me fazer padecer

Está acabando o amor
Você já não me pertence
Eu vejo por aí
Você não está comigo

Nessa nossa disputa
Nesse seu jeito bom
Eu não quero saber
Você vai desdenhar
E vai sofrer.

Você vai me destruir
Como uma faca cortando as etapas
Furando ao redor
Me indignando, me enchendo de tédio
Roubando o meu ar
Me deixa só e depois não consegue
Não me satisfaz

Está acabando o amor
Você já não me pertence
Eu sinto por aí
Você não está comigo

Nessa nossa disputa
Nesse seu jeito bom
Eu não quero saber
Você vai desdenhar
E vai perder

Você vai me destruir
Como uma faca cortando as etapas
Furando ao redor
Me indignando, me enchendo de tédio
Roubando o meu ar
Me deixa só e depois não consegue
Não me satisfaz

Pensando em te matar de amor ou de dor eu te espero
calada".

É isso.

HOMENAGEM A VOVÓ RAIMUNDA (Escrito em 26/02/2010).

É muito difícil falar da vovó. Já seria se ela estivesse conosco e, em não estando, com certeza fica bem mais difícil. Mas é assim... É sempre muito difícil falar de estrelas e a vovó era uma estrela. Ela irradiou nossas vidas por quase 90 anos e isso é uma grande dádiva que Deus nos concedeu. A sua luz,a sua energia fortaleceram os laços entre nós até o fim e nos deixou com saudades, mas ao mesmo tempo reconfortados por saber que tinha valido a pena viver, que tinha valido a pena acreditar, que tinha valido a pena amar, sobretudo a Deus, fonte de toda a sua fortaleza e também nossa, neste momento. Vovó, obrigada por ter nos dado o papai, a quem a senhora tanto amou e cuidou nos momentos mais difíceis da vida dele. Obrigada por tê-lo ensinado a ter fé e coragem. E, por favor, aí na constelação em que a senhora se encontra, continue cuidando dele, cuidando da tia Margarida, a quem muito estimo por ter me oportunizado a realização de alguns sonhos, continue cuidando de todos nós, que precisaremos de muita serenidade para suportar a sua ausência física.

Saudades eternas de seu filho Pedro Otavio, de sua nora Helenita, de seus netos Daliane, Tiago, Pedro, Paulo, Mariane, de Clarissa (esposa do Tiago) e de sua bisneta Ana Clara.

DEUS PARA MIM (Escrito em 21/12/2009).

Deus para mim é o ar que respiro
A luz que ilumina os meus olhos
A brisa que toca a minha pele
Na verdade, ele é minha pele.

Deus para mim é o pulsar do meu coração
O sorriso de uma criança
O nascer e o pôr-do-sol
Uma linda rosa exalando um perfume indescritível.

Deus para mim é a lua cheia
Paz interior
Acalento
Aconchego.

Deus para mim é o silêncio
A força
A misericórdia
Deus para mim é tudo... o meu mundo... a minha vida.