domingo, 3 de janeiro de 2010

AMOR DE FAMÍLIA

Por mim, em 03/10/94 (com 13 anos de idade).

Amor que invade
Amor que envolve
Amor que compromete
Amor que não se mede
Amor que ama
Amor que une
Amor que supera
Amor eterno.

Este amor que acreditamos estar morto, vive oculto em algum lugar dentro da alma do ser humano. Este amor que hoje em dia não passa apenas de um sonho, que podia se tornar realidade se os homens soubesse ou pelo menos buscassem o verdadeiro significado da palavra FAMÍLIA.
Hoje, nesta família que um dia se disse símbolo de união, só se encontra um vazio. Está acabando, se é que não acabou, tudo que se tinha, todo o valor, todo o brilho, todo o amor...

Por quê?! Por quê?! Não se sabe! O egoísmo não permite que respondamos o que é tão simples: falta Deus. Ele é o núcleo da família, o elemento mais importante. Deus é tudo, é tudo o que falta para a família se tornar verdadeiramente FAMÍLIA.

TUDO TEM SUA PRIMEIRA VEZ

Por mim, em 13/08/94 (com 13 anos de idade).

Todo mundo fala da emoção do primeiro beijo. Emoção?! Chame do que quiser. Já que é o primeiro, a gente se sente estranha, diferente e, muitas vezes, decepciona-se por não ser o que se imaginava. Todos tem a sua maneira de encarar o primeiro beijo.
Eu já passei por isso e sei como é, mas com palavras não sei explicar, não consigo expressar o que senti e o que se passava dentro de mim. É uma experiência, quem sabe a mais importante, pois a partir dela, ganha-se conhecimentos e maturidade para encarar as novas experiências que virão futuramente.
Nada foi como eu imaginei, mas nem por isso me decepcionei com o primeiro beijo. A decepção veio depois, com as consequências desse beijo. Esse beijo que parece ser tão simples causou várias transformações na minha vida e na vida de quem convive comigo.
No começo, eles não queriam aceitar. Tinham medo. Medo porque me achavam uma criança, pela influência nos estudos, medo de me tornar indiferente para com eles.
Claro, não continuei a mesma, nunca poderia continuar, depois de tudo isso. Mudei bastante. Há coisas que não gostaria que houvessem mudado. Às vezes, sinto-me estranha, mas estou aprendendo a conviver com isso.
Foi difícil, mas tudo ficou bem, quer dizer, nem tudo. Passei por outra experiência que às vezes não gostaria de ter passado: o primeiro namorado. Se o primeiro beijo não foi como eu imaginei, muito menos o primeiro namorado!
Hoje vejo que não se deve confundir "curtição" com namoro sério. Posso admitir que não fui nem sou o que ele esperava que eu fosse, mas pelo menos eu admiti, coisa que ele não fez.
O que passou, passou. Só o tempo pode apagar. Mas... sempre fica uma marquinha que temos que superar.

SENTIDO DA VIDA

Por mim, em 02/12/94 (com 14 anos de idade).

A noite estava explêndida
O céu trazia preso em seu infinito manto
Vários prismas, que com seu
Brilho, deixavam tudo radiante.

Mas a Lua, tão cheia de brilho,
Inspirava os amantes,
Que paravam um instante
Para apreciar tanta grandeza,
Não importa onde se esteja.

Sentada a beira de um lago
Ficava a apreciar
A Rainha do Amor
Que não parava de brilhar.

Então sem poder me conter,
Gritei a ela: "Dona da Noite,
Musa Inspiradora, diz-me o significado
Dessa palavra tão encantadora: AMOR!

A Lua vagando no azul infinito
Brilhou mais forte e me respondeu,
Com tom doce: "Amor é tudo!
É um sorriso, é uma lágrima,
É uma palavra, é uma carícia,
É o sentimento mais puro e envolvente
Que vive oculto dentro da gente".

Obrigada, muito obrigada
Minha cara amiga!
Agora sei p verdadeiro
Sentido da vida.

TENTE SEMPRE ARRISCAR

Por mim, em 19/12/94 (com 14 anos de idade).

Arrisque, porque se você não arriscar algum dia se arrependerá de não ter tentado.
É melhor se arrepender por algo que fizemos ou que pelo menos tentamos fazer certo, pois se nem ao menos tentarmos arriscar algo ou alguma coisa que poderia nos proporcionar felicidade, o arrependimento será maior e para toda a vida.
Claro, ninguém é perfeito, somos humanos, temos medo, medo de nos machucar, de nos ferir e ferir alguém, por isso muitas vezes recuamos antes mesmo de tentar. Recusando assim a chance de desfrutar uma nova experiência, que poderia influir bastante no nosso crescimento mental e espiritual.
Quando recebemos alguma proposta, ficamos indecisos, com medo de arriscar e, muitas vezes, dizemos um "não", mas como ninguém entende esse coração, mudamos de idéia, de opinião e quando estamos dispostos a dizer um "sim", é tarde demais, recebemos um "não", pois a hora de arriscar passou, mas a de se arrepender, não.

ALGUÉM ESPECIAL

Por mim, em 19/12/94 (com 14 anos de idade).

Ele se foi da Terra, mas nunca irá do meu coração. Sempre ensinou-me a sorrir e já não está aqui para me ensinar a não mais chorar. Estavas sempre presente em todos os acontecimentos da minha vida, és tu, são em teus atos que quero espelhar os meus, porque te admiro e te respeito hoje e sempre.
Vovô... quanta saudades você deixou, como faz falta aquele teu jeitinho simples de conquistar as pessoas, o teu sorriso, a tua meiguice, o teu jeito engraçado de ensinar como enfrentar e quebrar as barreiras que existem no nosso caminho.
Está difícil suportar a saudade, o coração é pequeno demais. A única coisa que consola a mim e a todos que também te amam é saber que estás num lugar melhor que o nosso e, como sempre, rindo de todos nós.

PAIS E FILHOS

Por mim, em 07/12/95 (com 15 anos de idade).

Pais, autores do milagre
Filhos, a obra de arte.
Essa é a união perfeita do amor entre dois seres.

Sangue do meu sangue
Carne da minha carne
Sonho de toda gente
Dar a luz a um ser e
Vê-lo crescer, viver e vencer.

Nenhum de nós pediu para nascer e
Muito menos, sofrer.
No silêncio de uma união
Onde o que se une é o coração
Procuramos compreensão, um abraço,
Um aperto de não, uma repreensão
De quem nos deu a vida, deu-nos uma chance,
Abriu-nos uma porta, deu-nos uma luz.

Precisamos da ajuda dos pais
Para descobrirmos o que é viver
Para sabermos lutar contra o sofrer
Para sermos alguém capaz de não desistir,
Nunca e jamais, de lutar pelo amor.

TAL PAI, TAL FILHO

Por mim, em 07/12/95 (com 15 anos de idade).

Os pais são o espelho dos filhos, pois mesmo sem perceberem influenciam bastante no seu desenvolvimento.
Pais, exemplo de doação, esforço, compreensão, de noites em claro, de dias suados, de preocupações, dando o melhor de si para seus filhos, sendo um pai exemplar.
Os pais como instrutores tentam passar da melhor forma para o filho como viver, enfrentar as dificuldades, superar os medos, quebrar as barreiras. Os filhos muitas vezes não entendem ou os pais não sabem dar o recado. Mas o importante é que cada um saiba se por no lugar certo. Não é só porque é pai que não tem o direito de errar e não é só porque é filho que não tem o direito de acertar.
O amor é o mais importante; ele supera tudo, todas as diferenças, todo o autoritarismo, todo o medo da perda. Ensinar não é obrigar. Amar não é sufocar, mas antes de julgar, pensemos que só sendo pais descobriremos a grandeza do que é ser pai. Querer que seu filo seja alguém na vida não é obrigá-lo a seguir seus passos, é dar a ele a oportunidade de ser alguém, ter sua própria personalidade.


ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA

Por mim, em 22/12/95 (com 15 anos de idade).

Tudo na vida é difícil... se não tiver esforço. Para conquistar um ideal, realizar um sonho, viver um amor é preciso persistência. Não desistir, tentar novamente, voltar atrás.
Se eu quero ser uma médica, por exemplo, primeiramente tenho que estudar bastante, esforçar-me, alimentar este sonho. Preparo-me, tento um vestibular, não passo. Se é isso que quero, se acho que tenho vocação, devo lutar por esse ideal, continuar tentando até conseguir, sem perder as esperanças. Passo no vestibular. Vem a parte mais difícil: entrar no mercado profissional. Se me fecham as portas, tenho que persistir. Tentar novamente até que possa encontrar alguém que valorize o meu trabalho, o meu esforço e então por em prática tudo o que aprendi e alimentei com minhas esperanças.
Em tudo devemos persistir, até no amor. Amar é complicado e ser amado mais ainda. Ninguém manda no coração. É preciso dar tempo ao tempo. Primeiramente, olhares, sorrisos, cantadas. Depois vem a parte mais complicada: agir, chegar e conversar, conhecerem-se melhor e, enfim, a bela proposta.
Se você não é correspondido, é desprezado, não desista; deixe o coração falar mais alto e persista. Demonstre sinceramente o que sente, quais as suas intenções e que tentar não custa nada. Se mesmo assim não acreditam em você, mas você tem certeza do que sente, vá em frente. Lute e vença.

AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ

Por mim, em 10/09/95 (com 15 anos de idade).

É difícil saber quando estamos errados. Se não tentamos nos culpamos e se tentamos nos arrependemos.
Será que é tão difícil tentarmos ser felizes?
Será que é tão difícil ter o que se quer, quem se quer, quem nos quer?
O mundo dá muitas voltas, mas às vezes ficamos parados no tempo, talvez por medo, pois sabemos que quem perde um grande momento não perde pouca coisa. As lembranças são consolos; o passado às vezes nos aprisiona de uma forma poderosa como um encanto, que nos envolve e nos faz viver ilusoriamente o que já passou, principalmente quando ele nos marcou. Queremos voltar, queremos esquecer, queremos viver novamente os bons momentos.
O ser humano não se contenta com o que tem ou, quando tem, não dá valor. Só perdendo damos valor a quem nos gostou um dia. Só quando o caso está perdido ou terminado, damos conta de quanto alguém pode ser ou é especial em nossas vidas.
Vamos tentar, sem medo de se arrepender, ser quem somos, com quem quer que seja, em qualquer situação. Nunca é tarde. Nunca diga nunca. Não desista sem lutar. Viva sua vida, o seu presente. Pense no futuro e guarde o seu passado.

SONHAR E VIVER

Por mim, em 27/02/96 (com 15 anos de idade).

A vida é engraçada, às vezes começa por um riso e termina numa gargalhada.
O ser humano tem uma grande facilidade de se iludir, de sonhar, de esperar. Põe asas em sonhos que parecem ser tão altos, impossíveis de serem realizados e, de repente, quando menos esperamos ou já nos cansamos de esperar, a sorte bate a nossa porta e nos mostra um caminho que só nós, só os nossos corações resolverão se vão ou se ficam.
Sonhar não custa nada, ou será que custa? Algumas vezes sim. Custa lágrimas, táticas, esquemas, planos, esperança e um pouco de fantasia.
A vida é um sonho, o difícil é voltar a realidade. A realidade é dura, por isso optamos muitas vezes ficar no mundo dos sonhos, esperando encontrar a paz espiritual, mas não podemos fugir do real a vida toda. Sonhos são bons, mas são apenas sonhos que podem se realizar ou não. Na realidade é do hoje, do agora que é feito o mundo, os sonhos só amenizam os sofrimentos e são promessas de um futuro melhor.
O verdadeiro homem é aquele que sonha, mas sabe o momento de voltar a realidade, sabe receber a vitória e a derrota, ver que a vida pode ser mais que um sonho, pode ser uma realidade fantasiada.

POR QUÊ?

Por mim, em 25/03/96 (com 15 anos de idade).

Só queria saber por que às vezes a vida é tão ingrata ou por que a cruz da gente parece tão pesada.
Eu só queria saber por que os planos que fazemos com tanto entusiasmo e esperança são apenas ilusões marcantes que acabam ou não se realizam por motivos que muitas vezes nem nós sabemos ou imaginamos.
Só queria saber por que uma pessoa não pode viver a sua vida e ser feliz. Por que todo mundo tem que se meter, por que todo mundo tem que se envolver.
Eu só queria saber por que as pessoas em que mais nós confiamos, respeitamos ou admiramos são as que mais nos magoam.
Por que os piores conflitos são aqueles travados entre nós mesmos. Por que é tão difícil nós nos entendermos, conhecermos, amarmos. Por que quando pensamos que está tudo bem, está tudo mal. Por que a vida é uma misturada de emoções.
Às vezes nos amamos. Às vezes nos odiamos. Queremos lutar, sermos fortes, irmos até o fim, não desistirmos, sermos otimistas... mas por que não somos assim, por que não conseguimos ser assim? Por que as pessoas sempre e de alguma forma dão um jeito de acabar conosco, estragar os nossos planos, interferir na nossas vidas e impedir a nossa felicidade? Por que, por quê?

ANSIEDADE

Por mim, em 30/09/96 (com 16 anos de idade).

Muitas vezes esperamos tanto por algo que o tempo parece até não passar, é como se fosse uma estrela, quanto mais tentamos alcançá-la, ela nos parece mais distante.
Esse é um dos defeitos do ser humano, a ansiedade. Anseamos por algo, por um momento, por um alguém... e como se fosse irônica brincadeira, esse momento parece nunca chegar.
Na verdade, estamos tão ansiosos que esse momento chegue que quando ele chega nem nos damos conta, nem o sabemos aproveitar, não sabemos como agir.
Tudo tem sua hora. O que tiver de ser, será. Se não for hoje, um dia vai ser, na hora certa, no momento exato, na situação conveniente, com a pessoa adequada.
A espera maltrata, mas a chegada compensa toda a dor sentida, reanimando completamente a alma e deixando transparecer tudo que nenhuma palavra, de nenhuma língua do mundo poderia expressar.
Quem procura, um dia acha. Quem espera, um dia chega, quando nós menos esperarmos, quando tivermos até perdido as esperanças, um dia, quem sabe, um dia.

JUVENTUDE

Por mim, em 17/10/96 (com 16 anos de idade).

Ser jovem é sentir-se jovem
É ter um espírito jovial
É acreditar e lutar por um ideal.

Juventude é sinônimo de vida
Uma fase nunca esquecida
Por quem já a viveu.

Ser jovem é ter esperança
É acreditar que com esforço
O mundo pode mudar.

Juventude é procurar prazer
Nas coisas simples, é aproveitar
Cada momento como se fosse o último.

Ser jovem é ter um espírito aventureiro
É lutar por seus direitos
É amar o imperfeito.

AMAR OU NÃO AMAR, EIS A QUESTÃO

Gostaria de saber quando amamos. Não sei. Às vezes, pensamos que amamos e depois vemos que o que sentíamos ou sentimos não é amor. Mas como distinguir, se o que sentimos também é forte e envolvente? Doe ter essa incerteza.
Por besteira esse sentimento que nós achamos ser amor se desgasta e eu acho que é essa a diferença. O amor verdadeiro não se desgasta, não por besteira. Também acho que quem ama abre mão de tudo, coisa que mesmo achando que eu esteja sentindo, não consigo fazer, sempre desisto e fujo.
Adoro a liberdade. Quero amar e ser amada, mas vivo fugindo porque, de certa forma, o amor é uma prisão, é uma limitação e eu não posso ser pressionada e muito menos me sentir presa. Eu enlouqueceria se me privassem de viver a minha vida, de fazer coisas que eu gosto, que eu sinto mecessidade e prazer em fazer, coisas simples, mas com um valor imenso, que as pessoas que dizem me amar não entendem, não aceitam, não valorizam.

Por mim, em 22/10/97.

CAMINHOS

A vida nos mostra vários caminhos, cabe a nós seguí-los ou não. Muitos não valem a pena seguir; outros, valem todas as penas. Só que nós preferimos seguir o caminho errado ou não seguir nenhum.
Simplesmente é só olhar ao nosso redor e ver portas abertas ou fechadas, cada uma nos oferecendo oportunidades das mais diversas possíveis. Para saber qual seguir é melhor não consultar apenas o coração, mas principalmente a razão, pois através dela podemos comparar os prós e os contras.
Há caminhos que com certeza não valem a pena seguir. Caminhos cheios de espinhos, de pedras pontiagudas, de dor, de escuridão, de sofrimento. Há outros que têm tudo para nos fazer felizes, para nos realizar e nos completar em todos os sentidos. Infelizmente, na maioria das vezes, por medo e dúvidas escolhemos o caminho errado ou, pior ainda, não escolhemos nenhum.
O melhor é nos dar uma chance. Quem sabe num desses caminhos encontramos a realização de um sonho, ou melhor, a nossa felicidade?

Por mim, em 1997.

sábado, 2 de janeiro de 2010

SOU

Sou quem sou, querendo você ou não.
Sou quem sou, sem ter que dar satisfação.
Sou assim, do jeito que é bom para mim.
Sou assim, melhor do que não ser nada.
Sou o que sou, não o que aparento ser.
Sou o que sou, não o que você quer que eu seja.
Sou a melhor, sou a pior, isso não é você que vai decidir.
Sou a melhor, sou a pior, isso cabe a mim.
Sou eu, somos nós, isso eu não sei mais.
Sou eu, somos nós, isso é o que o destino trás.
Sou tudo o que penso ser.
Sou nada que pensa você.

Por mim, em 28/08/97.
Preciso voar
Para bem longe
Onde o infinito é o limite.

Quero dar passos
Chegar a algum lugar
As barreiras quero quebrar.

Tudo e nada
A loucura se propaga
Não consigo pensar.

O medo invade
Não quero ter medo
Quero sonhar.

Sonhar é pouco
Quero mais
Quero lutar.

Sinto-me fraca
A saudade me mata
Preciso amar.

Amar aprisiona
Não quero estar presa
Preciso voar.

Por mim, em 03/05/98.
Meu Deus,
O que eu sinto?!
Preciso de ti.

Estou com todos.
Estou sozinha.
Estou com medo.

Não quero me perder,
Mas já estou perdida
Ajuda-me a me encontrar.

O mundo é grande.
Preciso de um lugar nele.
Não quero ser excluída.

Tudo está nas tuas mãos.
Tudo está nas minhas mãos.
Não sei o que fazer.
Não sei como agir.
Tenho medo de perder.
Tenho medo de não conseguir.

Estou crescendo,
Mas não sei para que direção.
É muita responsabilidade
Para quem não tem maturidade.

Por mim, em 03/05/98.
Por que assim me tratas coração
Como se tudo fosse em vão
Sem piedade de mim
Por que ages assim?

Se tudo fosse em vão
Para que existiria o perdão
Sendo assim
Por que te fechas para mim?

É paixão?!
Por que canto esta canção?
Se este é o meu fim
Por que foges de mim?

Ah coração!
Não te fechas, não
É paixão sim
Espero que seja o melhor para mim.

Por mim, em 16/06/98.
Queria que soubesses o quanto me enfeitiça o teu olhar. Ah, teu olhar! Teu olhar, ah! É como se me visses por inteiro, enxergasse o mais profundo do meu ser, despisse-me, amasse-me.
Sinto tua presença. Por quê? - pergunto-me, se tu não ligas para mim, se me esqueces assim de uma maneira tão covarde.
Para que prometer o que não vai cumprir? Para que acreditar em promessas ditas na ebulição do momento? Para que acreditar em você, que é apenas mais um que mente, ilude e decepciona?
Espero-te e sinto que é em vão.
Surpreenda-me! - pedi a ti. E o que recebo: a tua indiferença.
Neste momento, peço perdão a minha razão por ter acreditado mais uma vez no homem.

Por mim, em 10/03/99.

VOCÊ E EU

De que me adianta gritar para o mundo inteiro que estou apaixonada se você não vai ouvir. Você que é o dono desta paixão que reprimo com todas as forças porque não há espaço na sua vida para eu expandí-la.
Você foge e eu resisto. Você parece forte, nada parece te abalar. Eu também, mas só Deus sabe como me sinto, em cacos.
Doe me sentir cada dia mais perto de você e te sentir cada dia mais distante de mim.
Você dificulta tanto as coisas, se faz tão inascecível em alma e coração que a palavra que mais te representa e te resume é "impossível".
Você nunca vai mudar. E como eu queria poder te mudar... para mim, para que eu pudesse te ter comigo numa boa, sem medos.
Você me agride, machuca-me, usa todas as táticas para demonstrar que não vai cair aos meus pés, que não vai ser meu porque você é do mundo, é da vida, é livre para escolher quem merece ou não sua atenção.
Acho que você tem medo de mim, medo de perder o domínio que você acredita ter sobre os meus passos, meu caminho.
Por quê? Até quando? No que vai dar?
Não posso gostar de você, pois o que posso fazer é muito pouco para causar uma revolução e vencer a guerra.

Por mim, 20/05/00.
Estou tão sensível. Quase tudo que vejo me sensibiliza. Neste como em outros momentos sinto vontade de chorar. Chorar por eles, chorar por mim, chorar por você. Chorar por tudo que eu só sonho ter.
Às vezes, acho que tudo escapa das minhas mãos. Nada para mim é tão durável quanto as lembranças do que eu poderia ter e não tive ou do que poderia ter e não tenho.
Tudo parece tão passageiro. Só o arrependimento e o meu sentimento de culpa e ineficácia parecem eternos.
Poderia ter tudo, mas eu não tenho nada. Eu não tenho nada, mas tenho tudo.
O espelho em que eu me olho me faz parecer grande. O espelho em que me vejo me faz parecer pequena. Este espelho é você que eu não sei quem é, que eu espero existir e se mostrar para mim.
Enquanto espero pela concretude de um sonho-desejo, sinto vontade de chorar. Pois a noite é escura, como o futuro desconhecido que guarda em si o destino do homem. Do homem que é mulher e deseja ser amado.

Por mim, em 19/08/99.
Encontrar você novamente mexeu demais comigo.
Olhar para você, pegar no seu rosto, no seu cabelo, encostar meu nariz no seu, os meus lábios nos seus, o meu corpo no seu, mesmo que ligeiramente, aqueceu meu coração, que estava gelado, um iceberg, por causa do seu esquecimento, da sua indiferença, do seu amor pela sua vida mundana, boêmia.
Tudo bem! Adoro a sua disposição de viver, mas odeio a sua exclusão de si mesmo e de mim. Queria tanto que tivessémos um ao outro e não só você me tivesse, como ocorre desde o dia em que você cruzou o meu caminho. Mas isso vai mudar.
Não quero ser sua somente, quero que você seja meu.

Por mim, em 14/12/01.
Não sinto mais o chão debaixo dos meus pés. Estou sem sentido, sem rumo, mas é isso que ainda me faz estar viva, é esta esperança de um dia ainda te ter comigo, te sentir, tocar, te possuir.
Faço castelos no ar, penso, repenso, crio, recrio e, no entanto, você está longe, cada vez mais distante de mim.
Quero te esquecer e ao mesmo tempo não seio que sentido vai ter minha vida neste momento sem imaginar que a gente ainda vai dar certo, que não vai ser mais você que vai descendar os meus segredos e desejos mais íntimos.
Por que você, se te conheço tão pouco, quase nada?
Por que você, se somos tão diferentes, de mundos e realidades tão díspares?
Por que você, se tenho certeza que não me desejas e me queres o tanto quanto eu o quero e desejo?
Chego a me odiar por sentir tanto a sua falta, por pensar tanto em você, ler suas poucas linhas, ver sua imagem num papel frio e sacramentado.
Você é a coisa mais contraditória que tenho na minha vida, pois você é a única coisa que está valendo a pena, a minha pena, tentar.
Não aguento mais estar longe de você, viver nesta incerteza que massacra o meu íntimo, o que eu tenho de mais belo, que é a minha crença em que um dia todo esse desespero vai acabar, eu não sei como, mas com um final feliz.
Você me dá tão pouco. Como é triste admitir que sobrevivo das suas migalhas. Você só pensa em você. Ótimo! Parabéns! Você é que está certo. Você é independente! Livre! Você não precisa de mim.
Versos, poemas, trechos de músicas, qualquer uma pode te dar.
Por que eu fui gostar tanto de você? E logo de você? Por que você ainda me dá alguma esperança se tenho certeza que esta não é a sua intenção?
Talvez eu seja no momento a única pessoa a persistir na sua intolerância, a lutar por um pouquinho do teu tempo, a disputar um pouquinho de você e você nem se dá conta disso, nem valoriza a mim, só me agradece e isto é muito pouco, uma miséria para quem quer o mundo, o tudo, o todo.
Ah! Se ao menos eu soubesse o que devo faer, o que será de nós...

Por mim, em junho/2002.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Pessoas, atos, atos, pessoas
Quem sou? Um grito desesperado ecoa dentro de mim sem respostas, sem consideração a minha angústia existencial.
Desistir de viver? Quem penso que sou para desistir de uma vida que não pertence a mim.
Ousadia?! Sou ousada mesmo, motivo pelo qual vivo numa corda-bamba, corda de nailon em que insisto em não cair, em viver agarrada nela, mesmo que com uma só das mãos.
Desespero é algo que domina os meus atos impulsivos.
Impulsividade esta que me leva para o fundo do fim do túnel.
O que colhi até agora, ou pior, o que plantei? Onde estão as sementes, os frutos? Só vejo folhas secas, páginas amarelas ou em branco, rastro de sangue de um coração crucificado, cravado de espinhos que transpassam a minha essência atormentada por ter e não ter, por acreditar que consegui e perder.
Deslizes insanos que sufocam o outro, o meu eu objetivado no outro.
Sede, esta sede medonha, para onde me levará?
Ao poço dos sonhos realizáveis, já que nos irrealizáveis já lancei todas as minhas moedas, moedas de lágrimas, lágrimas cinza, ao som do vento frio e ardente do arrependimento, este que teimo em sentir não porque goste, mas porque não consigo evitar por macroscopicamente inevitável quando ouço e sigo a voz da minha irracionalidade traduzida na melodia burra do meu coração.
Não quero mais querer.
Não quero mais desejar amar, amar, amar.
Deixa-me sentimento maldito de impotência!
Sentimento hipócrita de carência
Sentimento mesquinho e oculto de solidão.
Loucura, esta dorme comigo, é minha amiga (e que contradição) inimiga íntima.
Quero deixar de ser loucura, de viver loucuras, mas tenho medo de perder o sentido, de não ter sentido a minha vida de rotina.
Rotina em esperar algo novo, um "boom" que exploda a minha mesmice, que rasgue o meu véu, que rompa as barreiras do som do meu silêncio, que grita, grita e que ninguém que busco procura ouvir.
Busca, só quero alguém que me busque com toda a intensidade do seu ser, que me ame como nunca ningué ousou amar, que me queira com um querer inexplicável, mas paupável, que me sinta, sinta minha alma e faça parte dela.
Ame, que apenas e simplesmente me ame e me aceite como sou.
Será possível, Deus das criaturas, algo assim na terra dos miseráveis?

Por mim, em 01/10/02.
Grito infinito que explode em meu peito aflito vindo do abismo do infinito onde o horizonte pode ter um fim.
Abismo de vida
Sentidos sem pele
Coração sem amor
Pedras, pedregulhos no caminho tortuoso que resolvi seguir ou resolveram por mim?
Mundo maluco, sem tempo para o mundo que quis para mim.
Por que faço isso? Por que faço aquilo? Por que sou quem sou?
Críticas infundadas no meio da escuridão do nada.
Existência profana e enificaz mudança
Luta sem guerra, guerra sem vitória, vitória sem prêmio, prêmio sem valor, valor sem brio, brio sem orgulho, orgulho sem caráter, caráter sem carinho
Loucura de sozinho
Sozinho sem rumo, rumo sem perdão
Vida sem graça
Mesmice que mata e faz morrer
Ridículo esforço de desentortar o torto que vive para se entortar
Cansaço crescente de uma vida descrente
de um povo ausente
do cotidiano carente.
Infelicidade sem cura
Ansiedade absurda de esperar pelo que já vem.
Medo dos medos de ter medo de mim, de tudo, de todos.
Vai embora, vou embora sem um "bora" comigo.
Ligr, desligar
Energia não falta para a falta sentida
Na vida que às vezes sem vida grita, grita, grita e sufoca os infinitos gritos de desespero por conta da ignorância dos meus sentimentos, dos meus meios
Sou isso mesmo, mas como queria não ser
Talvez não sendo fosse e gostasse de ser, de viver o que vivo e ainda tenho de viver para mim, para você.

Por mim, em 06/11/03.

ESTAR SEM VOCÊ

Estar sem você é com estar sem mim mesma, sem chão, sem ar.
Estar sem você é querer estar sempre ao teu lado para o que dê e vier.
Estar sem você é estar constantemente suspirando de saudade, vontade de te ver.
Estar sem você é olhar ansiosamente para a porte esperando sua chegada.
Estar sem você é sentir o amor sem poder tocá-lo.
Estar sem você é estar num vazio cheio de gente sem o teu rosto.
Estar sem você é viver de espera e de consolo de um futuro juntos.
Estar sem você é cantar sem poder escutar o próprio som da minha voz.
Estar sem você é sonhar estando com você sempre que eu desejar.
Estar sem você é fazer poemas de amor como este e lê-los em voz baixa para mim mesma, fazendo dos meus ouvidos os teus ouvidos e do amor que sinto por você um silêncio que grita apenas dentro do meu ser.

Por mim, em 19/09/04.

NOSSAS DÚVIDAS

Há momentos na vida em que tudo que parecia ter algum sentido, perde todo o sentido que parecia ter. Dúvida... Não sabia que ela podia destruir castelos, mesmo aqueles que não são de areia nem aqueles construídos no ar.
Com o tempo percebemos que não somos os únicos a ter dúvidas. Descobrimos que o outro também as tem. Então percebemos o quanto é difícil estar do outro lado.
Pergunto-me o que irei fazer com tantas lembranças e planos desfeitos e a resposta vem de imediato: você não é nem nunca será a única a passar por provações e decepções na vida.
Talvez seja difícil continuar a caminhada sozinha, mas será que já não estava sozinha mesmo estando com você?
Agora percebo que a sua confusão me deixou confusa. O que será realmente o amor? Ou melhor, como será realmente ser amada?
Mesmo sabendo que até o que é sólido se desintegra, por que não conseguimos admitir que o amor, que é abstrato, às vezes se torna volátil?
Perguntam-me por que voltei ao ponto de onde parti. Não sei. Talvez para encontrar pedaços de mim que ficaram para trás. Pedaços que possam me recompor e me tornar alguém por inteiro, mesmo que o meu inteiro seja apenas uma metade em busca de outra que a complete.

Por mim, em 25/11/04.