quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

SEMPRE EXISTIRÁ AMOR

Sempre existirá amor, mesmo quando tudo estiver escuro.
Sempre existirá amor, por mais que ele seja insistentemente negado.
Sempre existirá amor, por mais que quem mais nós amemos não acredite nele e por motivos justos ou injustos não o aceite.
Sempre existirá amor, mesmo quando o meu coração estiver sangrando e latejando por causa da dor de uma decepção. Sempre existirá amor, por mais que sejamos tão mesquinhos e insensatos.
Sempre existirá amor, enquanto tivermos forças para lutar por ele e para ele.
Sempre existirá amor, enquanto houver família, colo e aconchego.
Sempre existirá amor, enquanto houver lembrança de tempos felizes.
Sempre existirá amor, enquanto houver presente e futuro.
Sempre existirá amor, enquanto tivermos amizade e sabedoria para cultivá-lo.
Sempre existirá amor, enquanto houver pessoas como eu, como você, que ainda acreditam e o propagam seja com palavras, versos ou canções ou ainda, com o silêncio.

Por mim, em 17/02/05.
SE EU FOSSE UM HOMEM

Se eu fosse um homem, não deixaria uma mulher esperando por um telefonema que nunca vai acontecer, por um telegrama, carta, e-mail ou mensagem de celular que nunca vai chegar.
Se eu fosse um homem, não iria para uma festa para ficar parado. Chamaria para dançar as garotas que me interessassem ou não, sem me intimidar com os foras que acontecem, pois sempre há quem diga: "estou cansada", "não sei dançar" ou coisas do gênero. Mas... paciência!
Se eu fosse um homem, seria atencioso, repararia nos detalhes, elogiaria, interessaria-me pelo que as mulheres fazem, sentem ou pensam e algo muito importante: TERIA INICIATIVA, não seria passivo, só respondendo aos impulsos das mulheres; SURPREENDERIA SEMPRE, como forma de alimentar a conquista que tem que ser diária e intermitente.
Se eu fosse um homem, só teria prazer com responsabilidade, só casaria por amor, não seria leviano e nunca deixaria um filho ou filha meu crescer sem um pai de verdade.
Se eu fosse um homem, ao invés de priorizar dinheiro, carro ou futebol concederia o primeiro lugar da minha vida para pessoas que eu amo e que me amam.
Se eu fosse um homem, não cederia sob pressão dos outros homens para fazer coisas que eu não quero, só por temor de me taxarem de boiola ou coisas do tipo.
Se eu fosse um homem, romperia com a cultura machista na qual fui criado, buscaria harmonizar as relações de gênero, respeitaria as mulheres, dividiria tarefas, aprenderia até a cozinhar, porque elas adoram homens que cozinham!
Se eu fosse um homem, daria o máximo de mim para proporcionar prazer a minha parceira, teria a sensibilidade de ajudá-la a conhecer e explorar seu próprio corpo, descobriria e faria o que ela gosta, caminharia passo a passo com ela para que não se sentisse sozinha, a ver navios...
Se eu fosse um homem, não deixaria para amanhã o que eu posso fazer para ser feliz hoje.

Por mim, em 09/04/05.
Ando... sem saber para onde vou, sem saber quem realmente sou, sem saber o que realmente faz sentido, se é que alguma coisa faz sentido neste mundo fútil e indiferente.
Quando penso que me encontrei, que encontrei o lugar, as pessoas e as coisas certas, vejo que toda certeza se desfaz em pó quando menos esperamos.
Prazer... o que é prazer? O que nos dá prazer? O que me dá prazer? Será que é possível ter o necessário e ainda mais o prazer? Estou tendo o necessário, mas o prazar, cadê?!
Será que estou no lugar certo, fazendo a coisa certa, da forma certa? E a pessoa certa? Quando será que ela vai me encontrar e me mostrar que valeu a pena esperar? Não sei, mas gostaria muito de saber... o que é realmente ser amada...
Será que estou fazendo algo errado? O que será que é certo? Quais cartas devo tirar da manga para conseguir o que eu quero e, principalmente, quem eu quero?
Dúvidas, medo, aflição... é só o que tenho nesse momento. Tenho medo de perder o que tenho, de não ter mais o que tive nem o que quero ter.

Por mim, em 01/12/05.
Hoje é um daqueles dias em que me pergunto "quem sou" e "o que estou fazendo aqui neste mundo"? Por que será que existem as perdas? O que será que elas querem nos mostrar? Que não somos nada? Ou que somos tudo ou quase tudo na vida de alguém? Por que será que dói tanto? Conseguiríamos medir a intensidade de uma dor? Acredito que não. Há coisas que não se medem. O amor, como a dor, é uma delas.
Amamos o que é perfeito... Amamos o imperfeito. Amamos quem nos ama. Amamos quem não nos ama. Quem nos ama muitas vezes não amamos. E nesse amar, não amar e dasamar a perda também está presente. A perda do seu, a perda do meu, a perda do "eu". Perder faz parte do jogo da vida, pois o que é a vida a não ser um jogo? Jogo de interesses.
Encontro-me sem saber o que fazer, ou pior, sabendo o que fazer não fazendo. Não sei quando vou aprender a fazer o que tem que ser feito, a dizer o que tem que ser dito, a sentir o que deve ser sentido...
Por que continuo dando murros em pontas de facas se sei que isso é coisa de maluco? Não saber lidar com as perdas na vida, que é um jogo, talvez seja considerado coisa de maluco mesmo, mas não é. Não pedimos para nascer nem quando nascemos recebemos um manual de instruções que nos ensine como "ser gente".
Amar, perder... perdas e ganhos. Nesse momento, queria ganhar.

Por mim, em 18/08/06.
Meu coração está dividido entre a razão e o sentido.
Sentido de várias coisas: de olho, de cheiro, de pele, de gosto e
do destino, desconhecido, incerto.
Certeza eu não tenho de nada, só de estar sentindo, amando de
duas formas, diferentes, envolventes.
Uma delas é tranquila, por tudo o que já passou, por tanto já ter
esperado, pela maturidade que alcançou ou pelo descaso com o amor.
A outra é um turbilhão, uma tempestade, avassaladora, por tudo
o que ainda não viveu, pela imaturidade e pela esperança acumulada.
Não existe a melhor ou a pior.
No começo de minhas análises pensei que sim,
mas é como se diz: "estou entre a cruz e a espada".
Tenho dois amores, mas é como se não tivesse nenhum,
pois nenhum realmente me tem. O por quê? Como queria saber,
ou melhor, entender já que já sou dos dois, de uma forma ou de outra.
Acredito que o problema é a questão da "posse", do "tomar posse"
e isso nenhum dos dois teve coragem de fazer. Enquanto isso, vou
vivendo o dia, cada dia, os dois amores, cada um no seu ritmo,
até que eu tenha que decidir ou que decidam por mim.
Espero que vença o melhor...

Por mim, em 14/11/06.
Ando por aí tentando encontrar alguém que possa a paz me dar e amar, amar.
Mas a paz, ela não é dada, é conquistada por quem a faz por merecer,
quem faz uma faxina na alma e arruma o jardim para que as borboletas pousem nele.
Engraçado como temos apego pelo que muitas vezes não nos faz crescer ou ser.
Todo mundo que está fora de nós, enxergando o que dentro e fora de nós,
mostram-nos o fogo, alertam-nos para o caos que está ou em que se tornará
nossas vidas, mas nós?! Quando um pouco mais maduros, pedimos calma,
um tempo para vivermos, sentirmos, sofrermos tudo e até onde pudermos.
Só quem sabe, ou melhor, só quem pode parar o que quer que seja
dentro de nós, somos nós mesmos. Só quem pode nos libertar,
somos nós mesmos. Só quem pode libertar os outros de nós, somos nós mesmos.
Não tem jeito. Não adianta fugir. É um encontro inadiável do destino:
o encontro com o nosso eu. As coisas vão e voltam.
Encontros, reencontros acontecem quando menos esperamos em nossas vidas.
E tudo é tão rápido que chega a dar idéia de ser volátil, mesmo sem ser.
Porque mesmo o que não vemos é matéria, é real e nos marca,
e nos fere, e nos enlouquece, e nos faz amar ou tentar esquecer,
mesmo que isso seja impossível.
É impossível esquecer o amor, negá-lo.

Por mim, em 08/01/07.
Toda noite eu te abraço,
mas você não está ali.
Como posso abraçar alguém invisível,
alguém intocável, inatingível.
Pois é, inatingível.
É assim que te vejo, que te traço,
em um traçado torto, em um
traçado meu, singular.
Não sei poruqe te abraço, se não
sinto seus braços e se você não
quer sentir os meus, não dá
forma que eu quero te sentir.
Há uma grande, senão enorme diferença
entre o meu querer e o seu,
entre o seu não querer e o meu.
Por que mais uma vez a desilusão
assola o meu coração e o meu pensar,
fazendo-me crer que todos os meus sonhos
de ter ter, ou ter seja lá quem for,
são tolos, uma grande tolice?
Certa vez, você me disse que isso
parece um jogo de xadrez, mas é
engraçado, pois eu nunca o joguei,
só sei que um dos jogadores diz "cheque-mate".
No momento, se isso é realmente um jogo,
só quem está dizendo "cheque-mate" é você.
E por quê? Por que estou deixando isso acontecer?
Até onde isso vai?
Será que já não fomos longe demais?
Que estupidez achar, algumas vezes,
que algo tão insólito quanto um "nós" é possível,
é normal e o pior, que é bom
só se for nos poucos instantes em que dura.
Mas me pergunto: durar para que?
Tenho que te matar dentro de mim e
recomeçar buscando braços que me
envolvam com intensidade, com querer,
com amor e não por um simples desejo,
vaidade e egoísmo por não querer dividir
o seu eu comigo. Você não sabe o que está
perdendo não me amando e não se
deixando amar por mim...

Por mim, em 16/12/08.
Sou uma metade procurando a outra metade da minha alma. Alma que sonha todos os dias, de olhos fechados, de olhos abertos com algo que desconheço, mas que sinto que me fará bem.
A intensidade do desejo de ser completa me perturba, torna-me impulsiva, ansiosa, agressiva sem uma razão aparente.
Corro dentro de um labirinto dentro de mim mesma, dentro de um mundo que só existe em minha mente.
Confundo-me com personagens, vivo a vida delas por alguns momentos, por dias, por vidas. Às vezes é tudo tão rela que sangro, que sinto toda a dor e o prazer de ser o que elas são e, principalmente, de ser amada e realizada como elas o são.
Onde está o que busco? Onde está você que irá me completar? Vem, que o tempo urge, que eu estou com medo de mim mesma e de tudo o que eu desconheço do que é realmente amar e ser amada por quem se ama.
Vem, que o pranto está cada vez mais fácil, que o sono está cada vez mais frágil, que a minha esperança está simplesmente por um fio.
Vem, que estou morrendo de um amor que ao invés de me dar a vida está me envenenando, virando fel, insegurança e tristeza.
Eu não posso deixar de crer, mesmo no que eu ainda não vejo, não tenho, não possuo.
Preciso, enfim, encontrar dentro de mim uma força que ultrapasse tudo o que sou e me transforme em tudo o que eu quero e mereço ser.

Por mim, 06/12/09.
A razão grita dentro de mim para eu esperar, lembrando-me que não posso impor um desejo e um gostar que, até segunda ordem, são só meus, só se encontram no íntimo do meu ser.
Ser?! Pergunto-me quem sou depois de tanto ser e deixar de ser, de tantas metamorfoses. Fico tonta e às vezes perdida com a dinamicidade da vida, com tudo que é e que deixa de ser em junções de segundos.
É incrível como existem pessoas que dão significados a lugares e lugares que dão significados a pessoas e como tudo isso determina o tempo vivido. É incrível como pessoas tornam-se tão importantes para nós, mesmo sem ser essa a inteção delas.
Cá estou eu, tentando adivinhar suas intenções, desejando que sejam iguais as minhas, vivendo um turbilhão de emoções, como sempre intensão.

Por mim, em 23/10/2009.