Ando por aí tentando encontrar alguém que possa a paz me dar e amar, amar.
Mas a paz, ela não é dada, é conquistada por quem a faz por merecer,
quem faz uma faxina na alma e arruma o jardim para que as borboletas pousem nele.
Engraçado como temos apego pelo que muitas vezes não nos faz crescer ou ser.
Todo mundo que está fora de nós, enxergando o que dentro e fora de nós,
mostram-nos o fogo, alertam-nos para o caos que está ou em que se tornará
nossas vidas, mas nós?! Quando um pouco mais maduros, pedimos calma,
um tempo para vivermos, sentirmos, sofrermos tudo e até onde pudermos.
Só quem sabe, ou melhor, só quem pode parar o que quer que seja
dentro de nós, somos nós mesmos. Só quem pode nos libertar,
somos nós mesmos. Só quem pode libertar os outros de nós, somos nós mesmos.
Não tem jeito. Não adianta fugir. É um encontro inadiável do destino:
o encontro com o nosso eu. As coisas vão e voltam.
Encontros, reencontros acontecem quando menos esperamos em nossas vidas.
E tudo é tão rápido que chega a dar idéia de ser volátil, mesmo sem ser.
Porque mesmo o que não vemos é matéria, é real e nos marca,
e nos fere, e nos enlouquece, e nos faz amar ou tentar esquecer,
mesmo que isso seja impossível.
É impossível esquecer o amor, negá-lo.
Por mim, em 08/01/07.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
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