sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

NOSSAS DÚVIDAS

Há momentos na vida em que tudo que parecia ter algum sentido, perde todo o sentido que parecia ter. Dúvida... Não sabia que ela podia destruir castelos, mesmo aqueles que não são de areia nem aqueles construídos no ar.
Com o tempo percebemos que não somos os únicos a ter dúvidas. Descobrimos que o outro também as tem. Então percebemos o quanto é difícil estar do outro lado.
Pergunto-me o que irei fazer com tantas lembranças e planos desfeitos e a resposta vem de imediato: você não é nem nunca será a única a passar por provações e decepções na vida.
Talvez seja difícil continuar a caminhada sozinha, mas será que já não estava sozinha mesmo estando com você?
Agora percebo que a sua confusão me deixou confusa. O que será realmente o amor? Ou melhor, como será realmente ser amada?
Mesmo sabendo que até o que é sólido se desintegra, por que não conseguimos admitir que o amor, que é abstrato, às vezes se torna volátil?
Perguntam-me por que voltei ao ponto de onde parti. Não sei. Talvez para encontrar pedaços de mim que ficaram para trás. Pedaços que possam me recompor e me tornar alguém por inteiro, mesmo que o meu inteiro seja apenas uma metade em busca de outra que a complete.

Por mim, em 25/11/04.

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