sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Grito infinito que explode em meu peito aflito vindo do abismo do infinito onde o horizonte pode ter um fim.
Abismo de vida
Sentidos sem pele
Coração sem amor
Pedras, pedregulhos no caminho tortuoso que resolvi seguir ou resolveram por mim?
Mundo maluco, sem tempo para o mundo que quis para mim.
Por que faço isso? Por que faço aquilo? Por que sou quem sou?
Críticas infundadas no meio da escuridão do nada.
Existência profana e enificaz mudança
Luta sem guerra, guerra sem vitória, vitória sem prêmio, prêmio sem valor, valor sem brio, brio sem orgulho, orgulho sem caráter, caráter sem carinho
Loucura de sozinho
Sozinho sem rumo, rumo sem perdão
Vida sem graça
Mesmice que mata e faz morrer
Ridículo esforço de desentortar o torto que vive para se entortar
Cansaço crescente de uma vida descrente
de um povo ausente
do cotidiano carente.
Infelicidade sem cura
Ansiedade absurda de esperar pelo que já vem.
Medo dos medos de ter medo de mim, de tudo, de todos.
Vai embora, vou embora sem um "bora" comigo.
Ligr, desligar
Energia não falta para a falta sentida
Na vida que às vezes sem vida grita, grita, grita e sufoca os infinitos gritos de desespero por conta da ignorância dos meus sentimentos, dos meus meios
Sou isso mesmo, mas como queria não ser
Talvez não sendo fosse e gostasse de ser, de viver o que vivo e ainda tenho de viver para mim, para você.

Por mim, em 06/11/03.

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